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Metodologia e evolução

As Minas do Camaquã, desde a descoberta dos primeiros indícios de mineralização cuprífera, tem passado por várias etapas de pesquisa, intercalados por períodos de paralisação total ou parcial da atividade mineira.

Até 1958, os trabalhos de exploração se restringiam praticamente a exposição direta dos corpos mineralizados, através de galerias de pesquisa ou de desenvolvimento, sendo o aumento de reserva conseqüência dos trabalhos de mineração.

De 1958 a 1975, foram realizadas diversas campanhas de sondagem a partir da superfície e de galerias, procurando conhecer a continuidade dos corpos mineralizados.

No período 1975 a 1977, as Minas do Camaquã passaram por um intenso programa de pesquisas geológicas sob orientação da DOCEGEO (Rio Doce Geologia e Mineração). Entre os principais trabalhos executados pode se citar:
. Mapeamento geológico na escala 1:10.000 de uma área de 80 Km² torno das minas;
. Mapeamento geológico na escala 1:1.000 da área das minas (5 Km2) ;
. Execução de 21.000 m de sondagem de superfície e 11.000 m apartir de galerias;
. Levantamento geofísico com IP e VLF ao longo de 134 Km de perfis.

As informações obtidas nesta campanha permitiram a COMPANHIA BRASILEIRA DO COBRE, iniciar o PROJETO EXPANSÃO CAMAQUÃ.

A partir daí a equipe de geologia do DEPARTAMENTO DE MINERAÇÃO concentrou suas atividades em:

- Pesquisa de detalhamento para o planejamento da lavra na Mina Subterrânea;
- Detalhamento geológico na Mina Uruguai para o estabelecimento dos limites da cava de exaustão;
- Trabalhos de apoio ao planejamento e implantação do projeto;
- Estudos sobre a gênese do minério.

Geologia Regional

As Minas do Camaquã estão situadas na parte central de um grade intra-cratônico de direção NE-SW. limitado por grandes falhas de expressão regional. Associados a estas ocorrem importantes falhamentos N 50 - 70 W.

Ocorrem na área rochas sedimentares clásticas da Formação Arroio dos Nobres, do Grupo Bom Jardim, de idade Pré-Cambriano Superior (mais de 700 milhões de anos). Estas litologias estão sobrepostas pelo Grupo Camaquã.

A formação Arroio dos Nobres apresenta na base o Membro Mangueirão, o qual é constituído por arenitos finos, predominantemente grauvacas, com arcóseos subordinados, ritmicamente intercalados com siltitos argilosos, com cores cinza, cinza esverdeada ou marrom avermelhado.

O Membro Vargas situado acima e constituído por conglomerados petromíticos de granulometria variável e arenitos arcoseanos finos a médios.

A Norte da Falha do Cemitério, na área das Minas Uruguai e São Luiz, este membro é subdividido, da base, para o topo em:

Arenito Inferior: arenito arcoseano fino e médio.

Conglomerado Inferior : conglomerados finos a médios intercalados com arenitos médios a conglomeráticos. Espessura media 120 m.

Arenito Intermediário : arenito fino a médio, localmente conglomeráticos, com grande continuidade lateral e de espessura (25 m).

Conglomerado Superior : conglomerado grosseiro, com raras intercalações arenosas. Espessura média 200 m.

Arenito Superior: arenitos finos a médios.

A Sul da Falha do Cemitério, o Membro Vargas é constituído na base por arenitos médios a conglomeráticos, com intercalações de conglomerado. Em sua porção média ocorrem arenitos finos ou muito finos e localmente conglomerados. No topo da seqüência predominam conglomerados grosseiros , com arenitos médios e finos subordinados.

Intercalados no Membro Vargas ocorrem vulcânicas andesíticas consideradas como pertencentes ao Membro Hilário da Formação Crespos.

O Grupo Camaquã é composto por conglomerados e arenitos conglomeráticos horizontalizados ou levemente inclinados (5° a 10°).

As litologias do Membro Vargas foram depositadas por leques aluviais que vindos de leste-sudeste progradaram sobre sedimentos deltáicos ou de águas raras do Membro Mangueirão, originando um complexo sistema de leques deltaicos e fáceis associadas.

As Minas do Camaquã são formadas por dois depósitos principais:
Mina Uruguai e Mina São Luiz, onde a mineralização cuprífera, representada por calcopirita, bornita e calcosina ocorre sob forma filoniana encaixada em falhas com direção noroeste ou disseminada nos conglomerados e arenitos do Membro Vargas.

A Sul, na jazida Santa Maria, a mineralização é composta essencialmente por galena e blenda (secundariamente sulfetos de cobre) disseminados também em arenitos e conglomerados do Membro Vargas.

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